
DESCUBRA!
Pirenópolis: Uma cidade tombada como Patrimônio Histórico Nacional. Consagrado Pólo Turístico Regional, cercada por natureza exuberante, aos pés da Serra dos Pireneus. Oferece aos seus visitantes agradáveis estadas com diversos atrativos naturais como cachoeiras, reservas ecológicas, parques, belos mirantes e se destaca como destino de aventura. É realmente charmosa e encantadora!

Cavalhadas em Pirenópolis
O Padre Manuel Amâncio da Luz Introduziu em Pirenópolis em 1826, com o nome “O Batalhão de Carlos Magno”. e manteve esta tradição, os colonizadores desta cidade em sua maioria, portugueses do norte de Portugal.
Os Mascarados são uma atração alem dos cavaleiros mouros e cristãos. Conhecidos como “Curucucús”, por causa do som que emitem, são pessoas que se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas e botas. Mudam a voz e cobrem todo o corpo para não serem reconhecidos. Com seus cavalos enfeitados com fitas, tecidos e plantas. Os mais tradicionais usam máscara com cabeça de boi ou onça, máscara de homem, e recentemente apareceram aqueles as máscaras de borracha, fugindo a originalidade. No sábado galopam em algazarra pelas ruas da cidade. Pedem cervejas e cigarros as pessoas na rua disfarçando a voz e se divertem com a população fazendo acrobacias e brincadeiras.
A tradicional máscara de boi só é encontrada entre os Mascarados de Pirenópolis.
O Mascarado São Caetano, chamado assim porque seu cavalo é enfeitado com ramas de Melãozinho de São Caetano, erva trepadeira muito comum na região, e folhas de bananeiras. Na cabeça uma máscara de homem, com um chifre na testa, na mão carrega uma cesta com frutas que atira para a platéia. Outro personagem engraçado vestido com um macacão enorme feito em tecido de colchão recheado com capim, ficand o com aparência gorda, a cabeça envolvida em um pano preto pintado uma caveira em branco.
Representam o povo e aqueles que não tem acesso a cavaleiros, que representam a elite e o poder.
Fazem críticas aos poderosos e ao sistema. Ao contrário dos Cavaleiros, entre os Mascarados não há regras, tudo é permitido, menos mostrar o rosto.

Festa do Divino é Patrimônio Cultural do Brasil
Reunindo fé e tradição a celebração do Divino Espírito Santo, todos os anos, mobiliza a cidade de Pirenópolis em Goiás, recriando as festas de santos trazidas pelo colonizador português. O sagrado e o profano; a realeza e o popular; a diversidade e a singularidade.
Anos e anos de fé e dedicação fizeram da Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis, estado de Goiás, a mais rica expressão da religiosidade popular cristã da cidade, onde os moradores se preparam durante um ano inteiro para festejar e participar da histórica celebração. Todos os rituais da festa foram aprovadospelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em abril de 2010, no Rio de Janeiro. Registrada pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis é a segunda manifestação religiosa registrada no Livro das Celebrações.
As festas de santos, trazidas pelos colonizadores europeus como devoção religiosa e como expressão da cultura popular e medieval, se espalharam pelo Brasil, durante o processo de colonização e ocupação do território, sendo mescladas aos cultos de matriz africana e às crenças religiosas indígenas. Entre as que se destacam, como as festas juninas e as de Nossa Senhora do Rosário, estão as do Divino Espírito Santo, popularizadas por todo o Brasil, a partir do século XVII, por jesuítas e colonos açorianos.
O culto ao Divino Espírito Santo está relacionado às comemorações do fim do ciclo agrícola, época festiva da colheita de cereais, e remete à celebração judaica de Pentecostes, quando se ofertavam os primeiros frutos da colheita ao Espírito Santo. No dogma católico, o Espírito Santo integra a Santíssima Trindade, ao lado de Deus Pai e de seu FilhoJesus, e se manifesta como uma pomba branca ou como línguas de fogo.
Os festejos em Pirenópolis
A Festa do Divino de Pirenópolis é realizada anualmente desde 1819, data do primeiro registro na lista local de imperadores. Desde então, ano após ano, essa listagem é atualizada e publicada na programação da festa. É considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, especialmente pelo grande número de seus rituais, personagens e componentes, como as cavalhadas de mouros e cristãos e os mascarados montados a cavalo. Enraizada no cotidiano dos moradores de Pirenópolis, a Festa do Divino determina os padrões de sociabilidade local, consolidando-se como elemento fundamental da identidade cultural da cidade.
Os rituais têm início no domingo de Páscoa e seguem até o domingo seguinte ao feriado de Corpus Christi. O clímax da festa é no Domingo de Pentecostes ou do Divino. Os elementos essenciais incluem as Folias da Roça e da Rua, a coroa, as cerimônias e rituais do Império, com alvoradas, cortejos do Imperador, novena, jantares, cafés, missas cantadas, levantamento do mastro, queima de fogos, distribuição de “verônicas”, sorteio e coroação do novo Imperador.
Já as Cavalhadas encenam batalhas medievais entre mouros e cristãos – em honra do Imperador e do Espírito Santo. Elas começam no domingo de Pentecostes e vão até terça-feira à noite, quando rezam ao Divino e descarregam as armas, encerrando o Império. A festa é aberta no sábado pelos Mascarados – onças, capetas, caveiras, bois com grandes chifres e monstros – que ao meio-dia anunciam a abertura da festa na véspera de Pentecostes. Eles circulam pela cidade e no Campo das Cavalhadas, no intervalo das encenações.